Era bem mais confortável a solidão. Quanto mais previsível, melhor. Perder o controle era mais que um soco na barriga. O plano era ir sendo sem compromisso, mas o sossego fez as malas. Aí parecia um retrato meu lá fora: uma tempestade. Muito tudo para nada. O bolo era mais bonito no prato. Agora dá azia. Se antes coexistia em total harmonia, agora o vazio ocupa cada espaço, na maior cara de pau. Por isso eu digo: emoção, só na platéia. Mas tirando o lado ruim de tudo isso... acho que não sobra nada.