Já ouvira tanta coisa sobre amor. E naqueles dias sentia mais do que nunca uma vontade funda funda de ter bem mais. Ser mãos juntas, braços dados, pensamentos. Queria saber que, por mais que existisse a distância, haveria um olhar sobre ela. Sabia bem que lhe sobrariam motivos para se levantar. O relógio não seria mais o mesmo. As horas não passariam vagas. Os ponteiros seriam atropelados pela saudade e pelo bem querer. Aquele fogo quente de amor novo. Queria o novo. Olhos atentos ao detalhes, que depois, seriam revividos, segundo a segundo, assim que a ausência se posse. Vai-se o medo. Vem a saciedade. Vai-se a solidão e faz-se (oni)presença. Podia quase sentir aquilo tudo que já bem conhecia. Mas sabia que não era chegada a hora. E por mais que a calma lhe confortasse a alma, a porta ainda estava aberta.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Pensamentos